Como Surgiram os Algarismos Romanos?

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Os números romanos ou algarismos romanos surgiram na Roma antiga, há 2000 anos, como uma forma de identificação simples.

Sua criação vem da necessidade de elaborar um sistema numérico, para contabilizar rebanhos, soldados, entre outros. Eles então usaram as próprias letras do alfabeto.

São constituídos por sete letras maiúsculas do alfabeto romano. São divididos em: I, V, X, L, C, D, M. Dessas, quatro são fundamentais: O ‘I’ que significa Unus, ou seja, o número 1; O ‘X’ significa Decem, o número dez.

O ‘C’, significa Centum, ou seja, o número cem. E a letra ‘M’ Significa Mille o equivalente ao número mil. Três são consideradas intermediárias: o ‘V’ significa Quinque, o número cinco; O ‘L’ significa Quinquaginta, ou seja, cinquenta. O ‘D’ significa Quingenti, ou seja, quinhentos.

Como Surgiu?

Estudos indicam que a origem dos algarismos romanos é Etrusca. No período da idade média, o mundo mergulhava cada vez mais em uma época de analfabetismo e ignorância. Era a chamada idade das trevas.

Só no século IX, Carlos Magno, amante da educação, realiza uma grande reforma na Europa. A partir de então, as escolas ensinavam para homens e mulheres retórica e dialética, gramática, aritmética, geometria, astronomia e música.

As invasões e o empobrecimento cultural da população provocaram uma série de deturpações caligráficas do modelo original.

Muitos símbolos foram criados, além de uma grande variação de regras. Só após o surgimento da imprensa foi possível uma padronização oficial desses algarismos.

Os números romanos continuam a ser usados, principalmente em: relógios; numeração de capítulos e volumes de livros; nomes de papas, imperadores e reis; séculos; leis; cenas de teatro; designação de congressos, esportes olímpicos e assembleias; indicação de datas.

Regras

Para se escrever os alfabetos romanos, existem algumas regras. As letras devem ser escritas lado a lado.

1-A primeira regra diz que quando temos uma letra maior seguida de uma menor, devemos somar os valores. Por exemplo: VI = 6; XI = 11; XXI = 21.

2-A segunda regra diz que quando temos uma letra menor, seguida de uma maior, devemos subtrair o maior valor pelo menor. Por exemplo: IV – 4; IX = 9; XC = 90.

3-A terceira regra diz que as letras I, X, C e M só podem ser escritas seguidamente por três vezes consecutivas. Era muito comum escrever o número quatro com esta representação: IIII. Atualmente só é possível escrever até 3 vezes, por exemplo: XIII = 13; XXXIII = 33;

4-As letras V, L e D não podem se multiplicar, porque X, C e M, representam seu valor duplicado. Por exemplo: X = 10; C= 100; M=1000.

5-Se entre duas letras iguais, existe uma de menor valor, o valor desta pertencerá a letra seguinte a ela. Por exemplo: XIX = 19; CXXIX = 129

6-Algumas letras do algarismo romano são escritas com om traço em cima. Isso quer dizer que seu valor deve ser multiplicado por 1.000

Uma curiosidade é que o número zero não tem representação nos algarismos romanos. Os romanos não tinham interesse em fazer cálculos. Com a expansão territorial e comercial, os cálculos eram necessários.

Os hindus então inventaram o chamado sistema de numeração indo-arábico. Esse sistema foi divulgado por toda a Europa pelos árabes. O número zero finalmente foi descoberto, o que possibilitou a modernização dos cálculos.

Referências

  1. Mundo Estranho. Como se escreve zero em números romanos?. Disponível em: mundoestranho.abril.com.br.
  2. Números Romanos. Números romanos. Disponível em: <http://numeros-romanos.infoAcesso em: 14 ago. 2017.
  3. Portal São Francisco. Algarismos romanos. Disponível em: portalsaofrancisco.com.br.
  4. Recreio. Quem inventou os números romanos?. Disponível em: recreio.uol.com.br.
  5. UFRGS. O sistema de numeração romano. qual deles?. Disponível em: mat.ufrgs.br.
  6. Wikipédia. Numeração romana. Disponível em: pt.wikipedia.org.

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